Acabadinho de chegar de Londres, eis que vos trago uns "tontinhos" de lá. Não os conhecia estes Selfish Cunt nascidos nos inícios de 2003, depressa se afirmaram no underground londrino. Com uma atitude provocante e um som acutilante, letras repletas de críticas sociais, e actuações loucas (lembrando muito Iggy Pop and The Stooges), esta banda, devo confessar-vos, agradou-me. Curtam lá este som. Serão mesmo uns "tontinhos"?.
quarta-feira, janeiro 28, 2009
sábado, janeiro 03, 2009
Filme do Ano 2008
Depois do interregno de um ano, o Falcão e Comparsas volta mais uma vez a eleger o Filme do Ano! Em 2006, Matchpoint foi o grande vencedor desta eleição, mas 2008 foi também um ano de bom cinema, e apesar de não ter ainda visto todos os filmes nomeados, estas são as películas que constam em quase todas as listas de melhores do ano. Desde blockbusters como O Cavaleiro das Trevas, passando pela adaptação ao cinema de Ensaio sobre a Cegueira e pelas obras com a marca dos irmãos Coen (Este País Não É Para Velhos e Destruir Depois de Ler), todos têm lugar nesta lista de nomeados. Temos também o cinema de animação com Wall-E, o de fantasia com Sweeney Todd e duas comédias de estilos completamente diferentes (Juno e Tempestade Tropical). O cinema brasileiro regressou em força (Tropa de Elite) e temos também dois grandes filmes europeus (A Turma e Gomorra). E não nos podemos esquecer de o Lado Selvagem de Sean Penn, de mais uma obra-prima de PT Anderson (Haverá Sangue) e da surpresa In Bruges.
Votem em consciência naquele que mais gostaram... Não se esqueçam que o vencedor vai ser galardoado com o Falcão de Ouro!
Saudações de um Comparsa
sábado, dezembro 13, 2008
In Bruges
Comédia, drama, humor negro, diálogos bem construídos e inteligentes, prostitutas, canadianos, drogas, suicídios, violência explícita, padres, miúdos, anões. E a bela cidade de Bruges… Estes são os condimentos de uma das boas surpresas que tive nos últimos tempos!Bruges, uma bem preservada cidade medieval na Bélgica, é um destino acolhedor para os turistas de todo o mundo. Mas para os atiradores profissionais Ray e Ken, bem poderia ser o seu último destino: um trabalho difícil resultou no envio do par, seguindo ordens de Harry, o chefe londrino, mesmo antes do Natal, para a cidade flamenga durante duas semanas, para arrefecer os ânimos. Mas quanto mais tempo aguardam a chamada de Harry, mais surrealista se torna a experiência, envolvendo-se em estranhos encontros com a população local, turistas, arte medieval e um potencial romance para Ray sob a forma de Chloë, que também ela parece ter alguns segredos ocultos. E quando chega finalmente a chamada de Harry, as férias de Ken e Ray transformam-se numa luta de vida e morte de proporções cómicas e consequências surpreendentemente emocionais.
O argumento de McDonagh oferece-nos bons diálogos para duas fortes interpretações. Brendan Gleeson não conseguiria despertar mais empatia nesta figura lúcida e paternal e Colin Farrell, num ambiente onde se sente manifestamente confortável, é aquilo que Hollywood não o deixa ser: depressivo, nervoso e derrotista. A isto juntamos um leque extenso, mas brilhante, de personagens secundárias invulgares, que vão deste o anão racista à bela traficante de droga, passando pela prostituta de Amesterdão, tudo em “In Bruges” é absurdamente pensado ao pormenor.
“In Bruges” não se transformará num clássico, mas se o virem, decerto não darão por perdido o vosso tempo. Fica a sugestão para uma destas frias noites de Inverno...
terça-feira, novembro 25, 2008
Marradas!!
Ora acredito que haja muita gente por aí que, como eu, repudia as touradas, excepção aberta aos grupos de forcados amadores, uma vez que esses sim, procuram o confronto de animal para animal.
É também costume em várias localidades do nosso país se praticarem outras vertentes das touradas, tais como as largadas de touros, entre outros. Eu sou daqueles que rejubilo sempre que o touro consegue levar a melhor e pregar umas belas cornadas na manada de bestas que os rodeia e atormenta. .
Para se rirem um pouco (tirando algumas partes mais chocantes e impróprias para o olho mais frágil) aqui vai uma colecção de vídeos ...
sábado, novembro 08, 2008
Som Nacional - Parte VII
Depois de vários meses de ausência, surgiu finalmente uma nova fornada de bandas nacionais que me parecem dignas de figurar nesta rúbrica. Projectos diferentes uns dos outros, mas cada um com o seu brilho próprio e um futuro assaz promissor. Conheçam-nos…
peixe : avião
Os peixe : avião são uma banda bracarense que editou o seu álbum de est
reia “40.02”no passado mês de Setembro. As influências vêm das ilhas britânicas (com os "Radiohead" à cabeça); a poesia, cuidada e em português, dá ao projecto uma personalidade própria.
O próprio Adolfo Luxúria Canibal se refere a eles nestes termos: “Há muito – demasiado – tempo que não somos surpreendidos por uma obra musical. Nada de espantar, porquanto os milagres e o sublime só acontecem muito raramente… Mas quando temos o privilégio de viver um momento desses, como é o caso com a audição de “40 . 02” de peixe : avião, só podemos regozijar-nos e espalhar a boa nova pelos quatro cantos da terra…”.
Vejam o clip de "A espera é um arame", uma nova e boa surpresa...em português.
reia “40.02”no passado mês de Setembro. As influências vêm das ilhas britânicas (com os "Radiohead" à cabeça); a poesia, cuidada e em português, dá ao projecto uma personalidade própria.O próprio Adolfo Luxúria Canibal se refere a eles nestes termos: “Há muito – demasiado – tempo que não somos surpreendidos por uma obra musical. Nada de espantar, porquanto os milagres e o sublime só acontecem muito raramente… Mas quando temos o privilégio de viver um momento desses, como é o caso com a audição de “40 . 02” de peixe : avião, só podemos regozijar-nos e espalhar a boa nova pelos quatro cantos da terra…”.
Vejam o clip de "A espera é um arame", uma nova e boa surpresa...em português.
Os Pontos Negros
Os Pontos Negros, quatro moços na casa dos 20 anos da zona de Sint
ra são a nova sensação do rock luso e apresentaram recentemente a sua estreia "Magnífico material inútil". Em Julho de 2007, gravaram um EP com cinco canções e disponibilizaram-no no myspace . Semanas depois, foram contactados pela editora Universal. Meses depois, entraram em estúdio para a gravação deste disco…
São Os Pontos Negros por oposição às linhas brancas dos "White Stripes". Mas a sua sonoridade leva a que sejam frequentemente associados aos “Strokes”. O rock dos Pontos Negros é um rock certeiro, orelhudo, refrescante e vagamente romântico. Fiquem com clip de “Conto de Fadas de Sintra a Lisboa”.
ra são a nova sensação do rock luso e apresentaram recentemente a sua estreia "Magnífico material inútil". Em Julho de 2007, gravaram um EP com cinco canções e disponibilizaram-no no myspace . Semanas depois, foram contactados pela editora Universal. Meses depois, entraram em estúdio para a gravação deste disco…São Os Pontos Negros por oposição às linhas brancas dos "White Stripes". Mas a sua sonoridade leva a que sejam frequentemente associados aos “Strokes”. O rock dos Pontos Negros é um rock certeiro, orelhudo, refrescante e vagamente romântico. Fiquem com clip de “Conto de Fadas de Sintra a Lisboa”.
The Guys From the Caravan
Esta banda proveniente de Coimbra assenta a sua música numa base pop r
ock, com alguns laivos de folk, ao mesmo tempo que conferem um tom irónico às histórias que contam. Os The Guys From the Caravan possuem um som agradável e muito easy-listening, e o seu álbum de estreia produzido por Flak, "Noah's Ark of Pain", é apenas e só uma bonita surpresa e isso é muito. Podem ver o clip "The Guy From the Caravan", o tema que deu nome ao projecto.
ock, com alguns laivos de folk, ao mesmo tempo que conferem um tom irónico às histórias que contam. Os The Guys From the Caravan possuem um som agradável e muito easy-listening, e o seu álbum de estreia produzido por Flak, "Noah's Ark of Pain", é apenas e só uma bonita surpresa e isso é muito. Podem ver o clip "The Guy From the Caravan", o tema que deu nome ao projecto.quarta-feira, outubro 29, 2008
Daniel Mille
Segundo o Ouest France, ce musicien unique propose un chant qui sidère par sa perfection soyeuse. Le son de l' accordéon, la façon de tenir une note jusqu' à l'
extinction, le suspense qui fait frémir le silence, le choix des compositions toutes portées vers la mélodie qui vous pénètre sous la peau... Nunca tinha ouvido ninguém tocar acordeão de uma forma tão simples, delicada e ao mesmo tempo tão profunda e apaixonante.
Infelizmente, não consegui encontrar vídeos do quinteto ao vivo, mas ficam aqui dois vídeos com temas do último trabalho, Après la pluie, e um vídeo de Daniel Mille no trio Sans Soucis.
Ouçam muita música! Boa música!
Saudações de uma comparsa!
quinta-feira, outubro 16, 2008
FRINGE

Fringe é a nova série de drama criada por J.J. Abrams. Lançada dia 9 de setembro de 2008, é já considerada por muitos a melhor estreia de 2008. Contém aquela pitada de mistério e suspense, explorando a ténue linha entre a ficção científica e a realidade.
J.J. Abrams confessou mesmo para a crítica de televisão que a ideia do roteiro de Fringe surgiu através de outros êxitos televisivos, incluindo: Michael Crichton, The X-Files, Altered States e The Twilight Zone.
A história começa com um vôo internacional em pânico. Todos os tripulantes sofrem o efeito de uma substância misteriosa e batem as botas. A pele das criaturas simplesmente derrete! Deste ponto iniciam-se as investigações que levarão a descobrir que o que aconteceu com o vôo 627 é apenas um pedaço de uma verdade maior e mais chocante. Enfim alguns dos ingredientes necessários para a gente destruir mais algumas das nossas preciosas horas de vida em frente ao ecrã!
Naturalmente podem e devem espreitar o seguinte trailer!
Saudações de um comparsa!
domingo, outubro 05, 2008
Elbicho
Elbicho é uma surpreendente banda formada por sete músicos espanhóis: Miguel Campello (voz), Victor Iniesta (guitarra), Carlos Tato (baixo), Toni Mangas (bateria), David Amores (percussão), Juan Carlos Aracil (flauta) e Pepe Andreu (trompete).
Miguel Campello, natural de Alicante (Este de Espanha) e Victor Iniesta, madrileno, conheceram-se em 2001 na Escola Popular de Música de Madrid. Começaram a tocar juntos, e pouco a pouco foram-se juntando os restantes membros da banda, o que permitiu criar um conjunto perfeito, composto pelas influências mais díspares, donde nasceria a proposta artística de Elbicho. Como os próprios dizem, a música não tem fronteiras. Deste modo, oferecem-nos uma proposta musical diferente e inovadora, que acaba por compor um estilo muito próprio e bastante original. Tendo como raiz o flamenco, fundem ritmos espanhóis, como o tango, a rumba e as “bulerías”, e ritmos afro-latinos ao jazz e ao rock.
A banda espanhola tem já 3 álbuns editados. O primeiro, Elbicho, de 2003, Elbicho II de 2005 e o mais recente Elbicho VII de 2007.
Os vídeos que vos apresento são de concertos ao vivo, "el directo es el hábitat natural de la banda, son músicos de calle y así lo demuestran cada vez que suben a algún escenario".
Ouçam muita música! Boa música!
Saudações de uma comparsa
sábado, outubro 04, 2008
Mad Men
“Mad Men” é mais uma série criada por Matthew Weiner, uma das mentes por trás da conhecida e aclamada “The Sopranos”. Esta série dramática tem o seu epicentro numa das mais prestigiadas agências de publicidade de Nova Iorque (a Sterling Cooper), no início dos anos 60,e é interessante de ver como histórias sobre criativos e executivos publicitários nos conseguem cativar… Tudo gira à volta de Donald Draper (Jon Hamm), um dos génios da empresa e uma figura que depressa associamos à época. Misterioso, calmo, decidido, fascinante e imperfeito, mas, invariavelmente perdido. Sem rodeios, “Mad Men” é uma grande série. E não o é pelas razões habituais. Apesar do belo argumento, dos diálogos bem escritos, das interpretações competentes, da realização segura ou da banda sonora ideal, o seu maior trunfo é o ambiente. A reconstituição histórica é espantosa. Os cenários, o vestuário, os penteados, a forma d
e pensar e agir, a tecnologia, enfim, os trejeitos da época, são capturados com uma precisão tremenda, de tal forma que, muito mais que sentir que estamos a ver uma obra ficcional situada nos anos 60, sentimos que estamos nos anos 60. É claro que uma das partes mais divertidas e viciantes desta série está na maneira como Matthew Weiner raspa essa superfície bonita e polida, revelando assim o negrume que vai dentro daquelas vidas perfeit
as.
e pensar e agir, a tecnologia, enfim, os trejeitos da época, são capturados com uma precisão tremenda, de tal forma que, muito mais que sentir que estamos a ver uma obra ficcional situada nos anos 60, sentimos que estamos nos anos 60. É claro que uma das partes mais divertidas e viciantes desta série está na maneira como Matthew Weiner raspa essa superfície bonita e polida, revelando assim o negrume que vai dentro daquelas vidas perfeit
as."Mad Men" é um tratado sobre os supostos papéis dos homens e das mulheres, a hipocrisia, a mentira, a ambição - tudo isto servido com razoáveis doses de provocação elegante. Esta bela série é complexa, inteligente, fascinante e até, como tudo, imperfeita. Podem não ficar cativados à primeira, mas com o tempo vão ficar viciados com o fumo constante, o copo na mão em pleno escritório, os adultérios e vidas duplas, a luxúria visual e a atenção milimétrica ao detalhe. Aconselho vivamente, apesar de saber que não será para todos. Ainda de referir que foi a surpreendente vencedora dos Globos de Ouro nas categorias de Melhor Série Dramática e Melhor Actor e que a podem encontrar aqui. Quanto a mim, estou ansiosamente à espera que segunda temporada esteja disponível...
Saudações de um Comparsa
Saudações de um Comparsa
terça-feira, setembro 23, 2008
Até Sempre Rick Wright.
Caros Comparsas
Faleceu no passado dia 15 de Setembro uma das grandes referências da composição e interpretação da música nos últimos 35 anos.
Como profundo admirador da sua excelência e simplicidade reflicto a minha opinião nas palavras do seu companheiro de sempre:
"Ninguém pode substituir o Richard Wright. Ele era meu amigo e parceiro musical. No meio da discussão sobre quem foram os Pink Floyd e o que a banda representou, a gigantesca contribuição do Rick foi constantemente esquecida.
Ele era amável, modesto e reservado, mas a sua voz e forma de tocar eram comoventes e essenciais, sendo componentes mágicos do som mais identificável dos Pink Floyd.
Eu nunca toquei com alguém como ele. A combinação da sua voz e da minha, assim como a nossa telepatia musical, floresceu pela primeira vez em 1971, no álbum 'Echoes'. A meu ver, os maiores momentos da banda aconteceram quando ele estava no auge. Afinal, sem 'Us and Them' e 'The Great Gig In The Sky', as quais ele compôs, o 'Dark Side Of The Moon' não teria funcionado. Sem o seu toque de subtileza, o 'Wish You Were Here' não teria sido tão bem-sucedido.
Nos anos seguintes, por diversas razões ele perdeu-se em alguns momentos, mas no início dos anos 90, com o 'The Division Bell' asua vitalidade, o seu brilho e senso de humor regressaram. Quando apareceu na minha turnê em 2006, a recepção do público foi muito edificante, e o seu enorme espanto quando foi aplaudido de pé (aplausos que não nos surpreenderam) é uma marca de sua modéstia.
Tal qual o Rick, não acho fácil expressar meus sentimentos na forma de palavras, mas eu adorava-o e sentirei tremendamente sua falta."
Faleceu no passado dia 15 de Setembro uma das grandes referências da composição e interpretação da música nos últimos 35 anos.
Como profundo admirador da sua excelência e simplicidade reflicto a minha opinião nas palavras do seu companheiro de sempre:
Ele era amável, modesto e reservado, mas a sua voz e forma de tocar eram comoventes e essenciais, sendo componentes mágicos do som mais identificável dos Pink Floyd.
Eu nunca toquei com alguém como ele. A combinação da sua voz e da minha, assim como a nossa telepatia musical, floresceu pela primeira vez em 1971, no álbum 'Echoes'. A meu ver, os maiores momentos da banda aconteceram quando ele estava no auge. Afinal, sem 'Us and Them' e 'The Great Gig In The Sky', as quais ele compôs, o 'Dark Side Of The Moon' não teria funcionado. Sem o seu toque de subtileza, o 'Wish You Were Here' não teria sido tão bem-sucedido.
Nos anos seguintes, por diversas razões ele perdeu-se em alguns momentos, mas no início dos anos 90, com o 'The Division Bell' asua vitalidade, o seu brilho e senso de humor regressaram. Quando apareceu na minha turnê em 2006, a recepção do público foi muito edificante, e o seu enorme espanto quando foi aplaudido de pé (aplausos que não nos surpreenderam) é uma marca de sua modéstia.
Tal qual o Rick, não acho fácil expressar meus sentimentos na forma de palavras, mas eu adorava-o e sentirei tremendamente sua falta."
David Gilmour
segunda, 15 de setembro de 2008.
Deixo-vos então com os vídeos de quatro grandes hinos que têm o selo da criatividade de Richard Wright : "Breaktrough" do seu álbum de originais "Broken China"; parte da inesquecível "Echoes" na sua actuação com David Gilmour em 2007 e dois pequenos documentários sobre os temas "The great gig in the sky" e "Us and Them" pertencentes ao álbum "The Darkside of the Moon".
Saudações de um Comparsa
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