






Em 2007, saiu o EP de estreia e regressaram, em 2009, com o seu primeiro álbum oficial "Jardim de ferro", gravado com a colaboração de vários artistas portugueses e espanhóis: Tocá Rufar, Dudas, Eleonor Picas, Ensemble de Gaitas de Foles do Conservatório de Vigo, José Perdigão, Hugo Correia e Artur Fernandes. O álbum é composto por 11 temas e tem como single de promoção “Um tempo de por ti ser”.
Caros Comparsas, é com muita alegria que o Falcão volta aos voos no ano de 2010 com uma série que muito me agrada e surpreendeu. E o motivo desse regozijo é The Wire. E se vocês se interrogarem qual o porquê deste entusiasmo, eu respondo que é porque The Wire é uma série diferente, para melhor, mais complexa e completa do que qualquer série policial que já tenham visto na vossa vida. E se vocês perguntarem o porquê de ser assim tão bom e ninguém conhecer, eu respondo que é capaz de ser porque não é fácil ficar viciado em The Wire, porque antes disso não é fácil gostar de The Wire. É das séries televisivas que mais investimento pede ao espectador devido ao que exige de paciência, atenção e dedicação.
nização de Barksdale, mas aos pormenores mais ínfimos da realidade das ruas de Baltimore, desviando-se para as vidas de personagens como "Bodie", "Poot" e Wallace, jovens membros da "empresa" de Barksdale, ou o informador de Kima e toxicodependente "Bubbles", ou o genial Omar.
usão, enganos, progressões que não o são, regressos à estaca zero. The Wire conquista-nos precisamente pelo seu ritmo lento, pelo tempo que nos obriga a passar com todas aquelas personagens - polícias, criminosos, políticos - e pelo bem que ficamos a conhecê-las por causa disso. E conquista-nos porque é próxima de nós - não há heróis invencíveis, não há Gil Grissoms nem Jack Bauers, há pessoas que se atrapalham, que erram, há facínoras que vingam e gente boa que se vai abaixo. Como é que se consegue tornar tão interessante e viciante uma série policial que troca o glamour habitual pelo retrato realista, feio, porco e mau de uma investigação na vida real? É aqui que reside a prova do brilhantismo de The Wire, série que se estranha e que se vai entranhando a cada minuto.
Sempre gostei de filmes de cowboys. É uma daquelas paixões que me vêm da infância ao ver as cowboiadas do John Wayne ao domingo à tarde, aliado às bandas desenhadas do Lucky Luke e que se prolongou com os clássicos do Clint Eastwood na adolescência. Por causa desta inclinação, estou sempre atento às novidades do género, apesar de raramente aparecerem filmes de qualidade nos últimos tempos. E assim, fiquei com uma natural curiosidade ao tomar conhecimento desta elogiada série produzida pela HBO.
rnamental nem leis. Numa era de roubos e ganância, a mais rica febre do ouro da história da América atrai uma horda de parasitas sem terra para um povoado sem lei onde tudo - e todos - têm um preço. Os colonos, desde um antigo agente da lei ao matreiro dono de um saloon, passando pelos lendários Wild Bill Hickok e Calamity Jane, partilham um estado de espírito sempre alerta e sobrevivem por todos os meios necessários. O acampamento
de Deadwood é um salve-se quem puder de mineiros em busca de ouro, apostadores, bêbados, prostitutas, pistoleiros, trabalhadores e aventureiros que sobrevivem em terreno instável, ainda não sedimentado pela lei ou pelos costumes.A Europa não existe. O que existe é a União Europeia, enquanto instituição legal que é útil aos cidadãos. Reflexões do filósofo Hermand de Regt. A construção da União Europeia não pode nem dever ficar dependente de meditações sobre a identidade da Europa.
Na sequência do ‘Não’, expresso no referendo sobre a Constituição Europeia de 2005, os Países Baixos renunciaram, por intermédio do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Maxime Verhagen, à ideia de identidade europeia. E ainda bem. Em vez de analisarmos o que representa a Europa, seria melhor reavaliarmos, dentro do espírito de Monnet e Schuman, aquilo que a União Europeia deveria fazer para que as pessoas dêem pela sua ‘existência’, a fim de que tomem consciência daquilo que deve ser feito para manter a paz e a prosperidade na sua região – qualquer que seja a dimensão dessa região.
Como é evidente, os intelectuais tentam levar-nos a acreditar na “identidade da Europa” (como fez George Steiner no seu ensaio, tão lúdico quanto magistral, Une certaine idée de l’Europe (2005), editado pelo instituto europeu Nexus). Fazem referência aos grandes acontecimentos históricos: o advento da democracia na Grécia e da ciência em Itália, a Declaração dos Direitos do Homem em França e, também, os tratados assinados no termo da Segunda Guerra Mundial.
Falam de “escola europeia”, uma mentalidade europeia que assentaria num cânone ou na descoberta de uma relação especial entre a religião, o Estado e a ciência. Contudo, por mais convincente que tal possa parecer, não acredito nisso. A Europa não existe enquanto algo de tangível. A União Europeia sim, existe.
Uma demanda arrojada que atravessa instrumentos, ritmos e danças oriundos do imaginário tradicional Português.