



"Ninguém pode substituir o Richard Wright. Ele era meu amigo e parceiro musical. No meio da discussão sobre quem foram os Pink Floyd e o que a banda representou, a gigantesca contribuição do Rick foi constantemente esquecida.David Gilmour
segunda, 15 de setembro de 2008.
Absolutamente genial é uma pálida afirmação para descrever o incrível legado daquele que é um dos colectivos mais carismáticos e lendários da história do rock. Os Led Zeppelin surgiram em 1968 e mudaram a história da música para sempre, e quase quatro décadas volvidas são ainda hoje uma referência para as novas gerações de músicos… Nada nem ninguém conseguiu ser tão emblemático dos anos 70 como os Led Zeppelin. No entanto, o engenho e a ambição que caracterizaram a banda britânica têm origem nas transformações das décadas anteriores. Jimmy Page começou a tocar guitarra nos anos 50, e na década seguinte, era já um guitarrista importante na cena pop londrina. Ganhou reputação ao tocar para nomes como “The Kinks”, “The Who”, “Herman’s Hermits” e “Donovan”, entre outros. Em 1966, juntou-se a Jeff Beck nos “Yardbi
rds”. No entanto, a banda convivia mal com o temperamento difícil de Beck, e, em meados de 1968, todos os membros haviam já abandonado o grupo. Page comprou o nome da banda e começou a procurar novos músicos de modo a conseguir cumprir um contrato feito para a realização de concertos na Escandinávia. O vocalista Robert Plant, conhecido pelo seu trabalho no grupo “The Band of Joy”, foi recrutado, trazendo com ele o amigo baterista John Bonham. O baixista John Paul Jones viu um anúncio no jornal e sendo já conhecido de Page, rapidamente se juntou ao grupo. Após alguns concertos como “The New Yardbirds”, a banda mudou o nome para Led Zeppelin, após sugestão de Keith Moon, baterista dos “The Who”. Estava assim encontrada a formação de uma das bandas mais talentosas e importantes de todos os tempos.
Em 1968, o grupo editou o seu primeiro álbum Led Zeppelin. Esse disco resultava de uma combinação entre o blues, o rock e influências orientais com amplificações distorcidas, o que o levou a tornar-se um dos pilares do surgimento do heavy metal, embora Plant tenha declarado injusta esta classificação, já que aproximadamente um terço de sua música era acústica. No final dos anos 60 e ínicio dos anos 70 a palavra heavy metal tinha uma conotação pejorativa, o que fez com que os artistas rotulados como heavy metal preferiss
em outros nomes como heavy rock, ou simplesmente rock and roll.
Mantidos à margem e constantemente insultados pela imprensa, o início de carreira dos Led Zeppelin não foi fácil. Classificados de meros salteadores do legado do blues, o público esgotava lotações onde quer que o quarteto actuasse e aí, apenas a música interessava. O imediato sucesso comercial do primeiro disco foi o pontapé de saída para a carreira da banda, especialmente no EUA, onde eles haveriam de actuar frequentemente, e onde as suas vendas de discos apenas foram suplantadas pelos “The Beatles”.
alugavam pisos inteiros de hotéis, e tornaram-se objecto de algumas das histórias mais famosas, envolvendo danos materiais a quartos de hotel, aventuras sexuais e abuso de drogas. Em 1980, John Bonham morreu asfixiado pelo próprio vómito numa banheira, pondo fim à carreira dos Led Zeppelin e ao mesmo tempo contribuindo para o engrandecimento do mito e da lenda em que se tornaram…
Estreou em Portugal na passada quinta-feira, dia
Division.
Anton Corbijn transportou para a tela, a história biogáfica de Ian Curtis, baseada na biografia, "Touching From A Distance", escrito pela viúva do líder da banda, Deborah Curtis, passados 15 anos após o seu trágico suicídio.
Para poder transmitir a carga emocional e a atmosfera misteriosa, encantadora e poética que envolve esta mítica personagem do rock (se assim lhe quiserem chamar), há que transportar o leitor umas décadas atrás, à cidade de Manchester, em Inglaterra.
No mesmo ano actua no Electric Circus, a banda que viria a ser a futura Joy Division, mas que na altura subia ao palco sob o nome de Warsaw (nome esse, retirado da música “Warszawa” do LP “Low” de David Bowie). Os elementos da banda apresentavam-se de cabelo curto, camisa abotoada e dentro de umas calças pretas à anos 40 – uma imagem consideravelmente invulgar, contrastando com as jeans rasgadas e o spiky-hair de uns Sex Pistols- (relembro o leitor que no ano de ’77 eclodia o punk-rock na capital inglesa.)
Em
apresentador do lendário programa “So It Goes”, onde se estrearam diversas bandas da época como os Buzzcocks. (Para os leitores interessados na história do Factory Club e das bandas que por lá passaram aconselho o fantástico filme, “24 Hours Party People”.)
Depois desta actuação que mostrava mais uma banda vulgar, os Joy Division trabalharam imenso o seu som e performance: Peter Hook e Bernard Sumner tornaram os gemidos das suas guitarras numa melodia que havia de se tornar a base e o ex-líbris da sua música, acompanhados pelas batidas distantes e secas de Stephen Morriss e pelo romantismo original e intimista da voz de Curtis. O mito tinha acabado de nascer e ninguém imaginaria o que estava para acontecer.
Tornavam-se um culto e uma moda para os meios estudantis. Em 1979 saêm os singles que ainda hoje ecoam em qualquer bar de “rock”: “Transmission” e “Atmosphere”, (cujo videoclip também fora realizado por Anton Corbijn).
Miguel Esteves Cardoso, (que na altura se encontrava a estudar em Manchester e que
colaborava e escrevia para a revista “Música e Som”) diz-nos: “Ao vivo, os Joy Division tinham sobretudo a força da sua convicção incrível – aquela soturnidade introspectiva, a loucura demasiado franca de Ian Curtis, e, acima de tudo, a sensação de solidão da banda (em relação ao público e, depois, a tudo) eram demasiado fortes para serem assimiladas como um mero e divertido espectáculo Rock.” (in Escrítica Pop, de M.E. Cardoso).
Em vésperas de uma tourné pela América, Curtis é encontrado pela sua mulher ajoelhado no chão da cozinha de sua casa em Macclesfield com uma corda ao pescoço. Era 18 de Maio de 1980 e cumpria-se assim o mito romântico do artista/herói perturbado: mais uma morte prematura na cultura rock.
O resto explica-se facilmente. Nascem os New Order como a banda órfã de Curtis, vingando a sua música na cena electrónica que desabrochava nos anos 80, com a entrada em força dos sintetizadores na criação de sons e batidas.
Regressando ao filme “Control”, este ilustra a preto e branco o percurso de Ian Curtis desde a sua juventude em que sonhava ser um Bowie ou até mesmo um Morrisson até ao dia 18 de Maio de 1980. Não se desanimem os leitores pelo facto de eu poder ter estragado qualquer efeito surpresa do filme! Pois esta película não se trata de contar uma história, pois essa já toda a gente a sabe!, mas sim, ilustrar e documentar para a prosperidade o “mito Ian Curtis” e relatar/ desvendar o que atormentou o vocalista que dividia o seu amor por duas mulheres.(!)
Do ponto de vista pessol, e como é óbvio, adorei o filme. Apesar de já saber o que esperar da história entrei na sala ansiosa e saí de lá abatida. Inevitável. Corbijn fez um excelente trabalho e adorei o facto de ter optado por uma tela a preto e branco, remetendo-nos naturalmente para uma história do “passado”, escondida e cheia de “pó”. É um filme arrepiante e tenso , em que por vezes o humor por parte das personagens da banda, nos descontrai momentaneamente.
Para os fãs da banda é um filme imperdível, obrigatório e essencial. Para os desconhecedores da banda é um filme que vale a pena e que mesmo assim é capaz de vos prender, tocar e fazer apaixonar.
Mais de 30 anos passaram desde a estreia de «Chinatown», um dos primeiros grandes sucessos de bilheteira e de crítica de Jack Nicholson, que lhe valeu inclusivamente a sua segunda nomeação para um Oscar da Academia. Este clássico do film noir, realizado por Roman Polanski em 1974, segue os passos do detective privado Jake Gittes na Los Angeles dos anos 30. Ele é contratado para investigar um possível caso extraconjugal de Hollis Mulwray, marido de Evelyn (Faye Dunaway), mas acaba por descobrir algo bem maior do que aquilo que procurava. Gittes vai descortinando lentamente uma rede de conspirações e assassinatos que acabarão por colocar a sua própria vida em perigo… O final intensamente dramático é talvez uma das razões que eleva este filme a um clássico.
e Robert Towne. Este era o ano de outro grande filme: «O Padrinho II». Jack Nicholson ganharia o seu primeiro Oscar no ano seguinte com a sua interpretação em «Voando Sobre Um Ninho de Cucos».